Na Rue de la Glacière queimamos as imagens sagradas

Na Rue de la Glacière queimamos as imagens sagradas
e os ornamentos e as flores quase na esquina, enquanto
o quarto se abria para a espiral do elevador com um
impulso suave, e atrás da janela o tempo nos olhava,
o leito era branco nós dois subimos rindo porque eles
tinham dito "elle n'est pas là", você tinha medo, e as
flores eram gotas limpidas de chuva naquele agosto
lento como voce, lenta, tirando seu vestido e nós
fechamos toem as cortinas Na Rue de la Glacière
onde queimamos as imagens e todos os ornamentos,
um pequeno fogão, as lagrimas dos amantes felizes
na Avenue des Gobelins quando nos beijamos

Lon, 23.8.72

Nenhum comentário: